Iniciar a carreira acadêmica exige muita dedicação, empenho e força de vontade. Mas o que muitos estudantes esquecem é que existe um currículo específico para quem ingressa e deseja seguir carreira no mundo dos estudos: o Currículo Lattes.

Neste texto, decerto, você vai conferir todos os detalhes sobre esse modelo curricular, que existe há quase 20 anos.

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O que é Currículo Lattes

Este modelo de currículo se tornou uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho para estudantes e pesquisadores do Brasil.

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curriculo lattes

Atualmente, quase todas as instituições, como universidades e institutos de pesquisa, exigem o Currículo Lattes.

Todavia, diferente de um currículo comum, este modelo ganhou confiança dos principais meios acadêmicos do País por conta de sua riqueza em informações, o que possibilita a melhor análise de méritos de um candidato.

Dessa forma, possuir um currículo na Plataforma Lattes é indispensável, além de ser um dos primeiros passos para quem quer iniciar carreira na área da ciência e tecnologia.

Se preferir, veja como fazer um currículo vitae.

Quando surgiu o Currículo Lattes

O termo Lattes surgiu no final dos anos 90 a fim de padronizar os formulários curriculares já existentes. Desde 1980, o CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa) já desenvolvia, entre seus dirigentes, maneiras para que as universidades do país encontrassem currículos de pesquisadores de um jeito abrangente (e mais fácil).

Na época, a base de dados disponibilizada por meio da rede BITNET, pioneira da internet no Brasil, cerca de 30.000 currículos.

Durante os anos 90, o CNPq contratou grupos universitários parceiros da Universidade Federal de Santa Catarina, o Conselho de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, além de profissionais da empresa Multsoft e técnicos em informática ao desenvolvimento de um único modelo de currículo.

Dessa maneira, em agosto de 1999, surgiu o Currículo Lattes que, inicialmente, eram formulários utilizados, exclusivamente, no setor do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Alguns anos depois, em 2002, após o sistema de Currículo Lattes ter acabado de ganhar uma versão no idioma espanhol, o CNPq atrelado ao Bireme/OPAS, desenvolvia o ScienTI. De fato, essa rede tinha a finalidade promover a troca de informações e experiências na área científica e tecnológica entre participantes de vários países e era formada por Organizações Nacionais e Internacionais do âmbito científico.

A fim de promover o desenvolvimento das bases nacionais de currículos, o Conselho Nacional de Pesquisa passou a disponibilizar o modelo Lattes gratuitamente nos seguintes países:

  • Argentina;
  • Perú;
  • Chile;
  • Colômbia;
  • Equador;
  • Portugal;
  • Moçambique.

Além de ceder o software aos países acima, o CNPq também fornecia assistência técnica visando que a implantação do Currículo Lattes fosse feita corretamente.

Para que serve o Currículo Lattes

Se você está em uma graduação, aposto que já ouviu falar pelos corredores de sua instituição sobre Currículo Lattes. Mas você sabe, ao certo, para o que ele serve?

O objetivo de um Currículo Lattes é simples: demonstrar toda a produção e experiência acadêmica de um profissional da área, como professores, mestrandos e graduandos.

Ou seja, é imprescindível ao estudante, que esteja cursando graduação ou pós, cadastrar um Currículo na Plataforma Lattes.

Desse modo, ensinaremos nos próximos tópicos o passo a passo com intuito de cadastrar um currículo na Plataforma Lattes.

Como cadastrar um Currículo Lattes

Neste tópico, você vai conferir os passos mais importantes no cadastrado um currículo na Plataforma Lattes. O sistema disponibilizado pelo CNPq é bem simples e de fácil compreensão.

Assim como em qualquer outra base curricular, a Plataforma exige algumas informações, que vão desde dados pessoais, sendo o CPF e endereço até a área de atuação. Segue abaixo as etapas necessárias para cadastrar o seu Currículo Lattes:

1 – Cadastro

Para cadastrar um currículo na Plataforma Lattes, primeiramente, é preciso acessar o site da Cnpq. Na página principal, você verá algumas informações e notícias da ciência e tecnologia.

No canto direito da tela, na aba Acesso direto, tem um atalho escrito cadastrar novo currículo. Após clicar no atalho,  em seguida, abrirá nova aba do navegador.cnpq curriculo lattes

Contudo, nesta aba, é necessário inserir informações, de nacionalidade, nome completo, e-mail e senha. Visando que a primeira etapa seja confirmada, é preciso inserir um código de verificação, disponibilizado na própria página.

2 – Apresentação

A fase mais importante na hora de cadastrar o Currículo Lattes, é elaborar uma apresentação de qualidade. É por meio dela que os recrutadores terão acesso aos interesses, experiências profissionais e informações acadêmicas do estudante.cadastro

Nesta sessão, é imprescindível que sejam adicionadas informações, não apenas a identificação do autor, como também o resumo da formação, nível de fluência (caso houver), e endereço profissional.

Premiações e títulos acadêmicos também são bem-vindos. Contudo, vale destacar que este é o primeiro contato que o recrutador tem ao entrar no seu perfil, na plataforma.

3 – Formação acadêmica

Aqui poderá ser inserida a graduação (seja ela concluída ou em andamento), cursos complementares e intercâmbios. Entretanto, é preciso ter cuidado com o excesso de informações, textos objetivos são mais atrativos e de fácil assimilação.curriculo lattes formação acadêmica

Por fim, não se esqueça de informar as datas de iniciação e conclusão de cada curso.

4 – Experiência profissional

Nesta fase, se faz necessário introduzir os principais dados referentes às experiências profissionais e de pesquisa, obtidas ao longo da carreira do estudante. Atividades realizadas na universidade podem e devem ser inseridas nesta etapa.

Cabe destacar os detalhes de cada função exercida. Ou seja, inserir os dados corretos das empresas em que o pesquisador trabalhou, além de informar com clareza a carga horária de trabalho.

Se preferir, veja exemplos de perfil profissional aqui.

5 – Linha de pesquisa

Esta seção serve, exclusivamente, para destacar participações em grupos de pesquisa, além de informar os principais interesses do acadêmico.

Se o proponente houver concluído a graduação, cabe também inserir os dados do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) realizado. Além disso, é permitido colocar os principais interesses no meio acadêmico.

6 – Títulos e premiações

Quem passa boa parte da vida se dedicando aos estudos, certamente, já foi indicado a premiações e titulações, por isso, a Plataforma Lattes reserva um espaço ao acadêmico discorrer sobre isso.

Nesta seção é permitido falar sobre projetos de iniciação científica que foram premiados, prêmios recebidos na área, indicações e, caso tenha, destaques nas principais feiras de ciência e tecnologia.

Fique sempre ligado na Plataforma para atualização das principais informações do seu perfil. Aliás, no próximo tópico, você aprenderá a atualizar o seu Currículo Lattes, continue neste texto!

Como atualizar o Currículo Lattes

Depois de entrar na Plataforma Lattes, realizar o cadastro e preencher o Currículo Lattes, um dos próximos passos é sempre mantê-lo atualizado. Dessa maneira, seja uma nova premiação recebida, indicação ou até mesmo um curso realizado fora da universidade, atualize!

Para atualizar o currículo na Plataforma Lattes, basicamente, deverão ser seguidos os mesmos passos anteriores.

Na página principal do site, haverá um menu denominado como “Currículo Lattes” e logo abaixo terá um atalho escrito “Atualizar Currículo”. Logo após, o acadêmico deverá fazer login com e-mail ou CPF e senha.

Os passos à atualização do currículo são semelhantes aos do tópico anterior. Assim, basta seguir as dicas dadas acima, sempre prezando pela objetividade e seriedade das informações inseridas.

Diferenças entre o Currículo Lattes e o Curriculum Vitae

Antes de mostrar as diferenças entre o Currículo Lattes e o Curriculum Vitae, cabe destacar algumas informações relevantes sobre este último modelo curricular.

diferenças entre currículo vitae e lattes

O termo “Curriculum Vitae” vem do latim e significa “trajetória de vida”. O objetivo deste modelo de currículo, no entanto, é resumir e destacar as principais atividades profissionais e educacionais da pessoa, em um só documento.

Por meio do CV – abreviatura de Curriculum Vitae – as empresas podem fazer a análise das principais aptidões e atividades profissionais exercidas por um candidato e, posteriormente, convocá-lo a uma entrevista.

Mas você sabe quais são as diferenças entre o Currículo Lattes e o Curriculum Vitae? Acompanhe abaixo algumas das principais características que distinguem os dois modelos curriculares:

  1. Ao contrário do Currículo Lattes, o CV reúne apenas informações acadêmicas, profissionais e aptidões pessoais;
  2. Atualmente, o Curriculum Vitae ainda é o modelo curricular mais utilizado por profissionais;
  3. Diferente do Lattes, que fica hospedado no site do CNPq, o CV pode ser enviado como documento ou cadastrado em empresas e sites de empregos;
  4. Não existe um modelo certo de um Curriculum Vitae, o candidato pode inserir os dados que achar necessário.

Essas foram algumas das principais diferenças entre o Currículo Lattes e o Curriculum Vitae.

Um adendo importante: manter a honestidade e a seriedade nos dois tipos de currículos é um fator essencial que te fará ser chamado para a entrevista ou até mesmo ser contratado.

E ainda, baixe agora diversos modelos de currículos prontos.

Terminei a faculdade há alguns anos, posso usar o Currículo Lattes?

A resposta é SIM! Mesmo que tenha concluído a graduação e ainda que não atue no âmbito de pesquisas acadêmicas, você pode manter um currículo na Plataforma Lattes.

Isso porque este modelo de currículo, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Pesquisa, tem ganhado espaço no mundo corporativo.

Atualmente, diversas empresas exigem que o candidato mantenha um perfil Lattes cadastrado. Portanto, manter-se presente na Plataforma Lattes pode servir como um fator crucial na hora do recrutamento.

Erros para não cometer no Currículo Lattes

Não é novidade a ninguém que o ser humano está exposto aos erros do dia-a-dia. Mas na hora de produzir um currículo é fundamental que se evitem ao máximo algumas gafes, que podem acabar de vez com as chances de ingressar naquela empresa dos sonhos.

No modelo curricular Lattes, não é diferente. Abaixo você confere os principais erros que devem ser evitados na hora de preencher o currículo na Plataforma Lattes:

Erros para não cometer no Currículo Lattes

Evite copiar e colar informações de outros lugares. Isso porque na Plataforma Lattes, quando acontece esse tipo de coisa, alguns símbolos, aparecem com o símbolo de interrogação e impede o entendimento de quem acessa o currículo.

Também é necessário fazer vista grossa ao usar aspas que, normalmente, são utilizadas visando enfatizar títulos de trabalhos acadêmicos. Assim como o uso de travessões em lugares inadequados, as aspas podem aparecer como uma interrogação, impedindo a compreensão do recrutador.

A repetição de termos do meio acadêmico é um dos erros mais encontrados nos Currículos Lattes. Isso acontece porque a plataforma já oferece a opção de informar o estágio acadêmico, como graduação, mestrado ou doutorado. Na hora de informar o estágio em que se encontra, o candidato informa a mesma coisa, como, por exemplo, “graduação em direito”. No entanto, na hora que o recrutador vai conferir o perfil da pessoa, aparece “graduação em graduação em direito”. Viu como fica estranho?

Evite resumir algumas informações. É claro que objetividade é um passo importante no preenchimento do currículo, mas abreviar nomes de instituições, cargos e cursos, pode prejudicar a visibilidade do seu currículo.

Parecem bobos, mas esses são os principais erros cometidos por profissionais que possuem um currículo na Plataforma Lattes. Caso tenha se identificado com algumas dessas falhas, corra  e atualize o seu Currículo Lattes.

Veja também, dicas para currículo vitae.

Inspire-se em outros currículos da Plataforma Lattes

Manter-se ligado nas principais tendências em currículos também é um passo muito importante. Por se tratar de  plataforma gratuita, o acesso ao perfil de outros profissionais é livre, portanto, vale a pena pesquisar e tomar como base alguns currículos.

Lembre-se: não copie as informações dos perfis pesquisados.

A originalidade é um fator muito importante na hora do preenchimento de um currículo. Além de ser uma atitude antiética, copiar conteúdo de outros profissionais pode prejudicar a visibilidade acadêmica de que o faz.

Mestres e Doutores que utilizam o Currículo Lattes

Até agora você tem acompanhou os principais detalhes, informações e dicas para manter um currículo na Plataforma Lattes. O que muita gente não sabe, mas que é oferecido pela própria Plataforma, é o número de usuários, como mestres e doutores, que possuem este tipo de currículo e que estão espalhados pelas regiões do Brasil.

As informações são separadas por área de atuação, que varia entre pesquisa e ensino, e administrativas e técnicas.

O serviço é denominado como Lattestats e por meio dele é possível obter os principais dados estatísticos do Currículo Lattes, no Brasil, como, por exemplo, currículos por instituição, gênero e idade.

Para ter uma ideia da abrangência do Currículo Lattes no Brasil, segue abaixo algumas das principais estatísticas de profissionais de diferentes áreas de estudo que possuem este tipo de modelo curricular:

Mestres que possuem um Currículo Lattes

  • Nordeste – 69.980
  • Norte – 20.802
  • Sudeste – 163.080
  • Centro-oeste – 36.319
  • Sul – 74.659

Doutores que possuem um Currículo Lattes

  • Nordeste – 36.654
  • Nortes – 8.157
  • Sudeste – 112.508
  • Centro-oeste – 19.295
  • Sul – 41.051

É interessante frisar a quantidade de mestres e doutores presentes na região sudeste, em comparação com as demais.

Ao todo, são mais de 275 mil acadêmicos cadastrados na Plataforma Lattes, que estão distribuídos pelos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Cabe destacar também que, o número de mestres e doutores formados no Brasil aumentou. Ainda de acordo com o Lattestats, do ano de 2014 a 2016, a quantidade de acadêmicos pós-graduados apresentou um crescimento significativo:

Mestres formados em 2014

  • Homens – 19.753
  • Mulheres – 24.955

Ao todo, foram quase 45 mil mestres, de ambos os sexos, formados no país, em 2014. Vale salientar a discrepância entre homens e mulheres formados. A quantidade de mulheres formadas chega a ser 26,3% maior do que a dos homens.

Mestres formados em 2016

  • Homens – 14.416
  • Mulheres – 18.224

O número de mestres formados em 2016 chega a ser muito menor do que nos dois anos anteriores. No total, pouco mais de 32 mil pessoas obtiveram diploma; 40,6% a menos que no primeiro ano analisado.

Doutores formados em 2014

  • Homens – 7.738
  • Mulheres – 8.751

Obviamente, a quantidade de doutores e doutoras formados no ano de 2014 é menor do que a quantidade de mestres. Isso acontece por causa da dificuldade atrelada a anos de dedicação, e são poucos os profissionais dispostos a obter o título de doutor.

Como conseguir um doutorado

Até agora, detalhamos todas as principais informações de como fazer, atualizar e editar o Currículo Lattes, uma das ferramentas mais exigidas no âmbito acadêmico.

Muitos estudantes começam a graduação comum e no mesmo instante desejam encerrar, pegar o diploma e correr ao mercado de trabalho. Apenas uma pequena fatia desses estudantes permanece no mundo acadêmico, a fim de atingir novos patamares estudantis, como um mestrado ou doutorado.

Estes tipos de curso oferece um conhecimento mais aprofundado, a fim de garantir avanços reais ao acadêmico, que pretende seguir uma carreira como pesquisador ou professor.

Para receber o tão desejado título de doutor, por exemplo, o ingressante no mundo estudantil precisa passar pelas seguintes etapas:

Graduação

Um dos passos mais simples para ingressar na academia é a graduação. Por meio dela é possível obter um diploma de bacharel ou licenciatura.

Bacharelado ou licenciatura

Depois de ingressar em um curso de graduação, a próxima etapa é escolher entre bacharelado ou licenciatura. O primeiro tem o dever de preparar o estudante para o mercado de trabalho. Um bacharelado pode ser obtido por meio das áreas de humanas, biológicas, artes, exatas e tecnológicas entre outras.

O título de licenciatura é destinado a docentes que queiram atuar no ensino fundamental e médio. Se a pessoa deseja se tornar um professor, o primeiro passo é seguir um curso que ofereça este diploma.

Pós-graduação

Ao todo, existem duas formas de pós-graduação: lato e stricto sensu. A primeira forma significa “em sentido amplo” e assimila os cursos voltados a especializações, como, por exemplo, o MBA (Master Bussiness Administration).

No entanto, a segunda forma significa “em sentido limitado” e englobam os vários programas existentes de mestrado e doutorado, disponíveis a candidatos diplomados em algum curso de graduação.

Mestrado

Após o término da graduação, o recém-formado tem a opção de seguir no mundo dos estudos e ampliar os conhecimentos na área estudada. Os cursos de mestrado servem como um pontapé inicial ao ingressante acadêmico.

Este tipo de curso é usado também para quem deseja ampliar as chances no mercado de trabalho. Vale lembrar que o aluno que possui interesse em iniciar um mestrado, se faz necessária a proficiência em outra língua; inglês e espanhol são as mais comuns.

A duração de um mestrado pode chegar a 3 anos. E para ser concluído, o aluno precisa apresentar uma dissertação sobre um tema de própria escolha.

Doutorado

Com a finalidade de preparar alunos para atuar na carreira acadêmica, o doutorado sempre foi voltado ao campo de pesquisa, a fim de proporcionar conhecimento massivo sobre determinado assunto.

Para receber o título de doutor, o aluno deve desenvolver; apresentar e defender uma tese, além de obter aprovação da mesma. A duração do doutorado é de 5 anos.

Diferente do mestrado, o doutorado exige uma defesa mais detalhada sobre o tema abordado. Normalmente, é pesquisado um tema que ainda não foi discutido perante a comunidade acadêmica.

Pós-doutorado

O foco principal do pós-doutorado é a pesquisa. O que o difere dos dois estágios anteriores é que não se faz necessário o estudo de disciplinas e nem a apresentação de tese.

Conhecido internacionalmente como postdoc, essa modalidade acadêmica exige, assim como as demais, muita dedicação e jogo de cintura. Mesmo que de forma remunerada, o postdoc pode garantir alguns lucros em pesquisa.

Fora do país, o pós-doutorado é considerado como um pesquisador associado a alguma instituição. Com carteira assinada ou até mesmo bolsista, o recém-formado pode prestar serviços a faculdades e grupos de fomentos.

Governo incentiva a formação de novos Doutores

Mesmo que exista uma boa quantidade de doutores no Brasil, uma pesquisa realizada pelo (CGEE), Centro de Gestão de Estudos Estratégicos, comprovou que existem menos de dois doutores para cada mil habitantes no país.

Ainda de acordo com o estudo denominado como “Doutores 2010”, a proporção de pesquisadores e cientistas, em comparação com outros países, ainda é muito baixa.

Por conta disso, o Plano Nacional de Pós-graduação tem como meta duplicar o número de doutores formados no Brasil até 2020. Isso fará com que o Brasil exerça uma função de maior destaque na produção de conhecimento mundial.

9 dicas para aproveitar os estudos

Depois de ter acompanhado todas essas dicas e informações do mundo acadêmico, aposto que você está refletindo e pensando: “preciso estudar agora!”.

dicas para estudo

Diante disso, listamos 9 dicas que vão te ajudar a estudar e absorver o máximo de conhecimento:

1 – Traçando metas

Antes de começar a se debruçar nos estudos, faça uma pergunta a si mesmo: qual a finalidade disso? É claro, aprender é o objetivo principal, mas um erro que é bem comum, mas cometido por muitos é começar a estudar sem um propósito.

Sem metas definidas, normalmente, o estudante passa a consultar informações desnecessárias e, posteriormente, tornando o aprendizado ineficaz.

Uma das curiosidades em estabelecer algumas metas é que o seu cérebro trabalha a fim de receber recompensas. No entanto, se for executada uma ação que não seja de caráter importante, o cérebro entende como uma atividade sem valor.

Então, quando um objetivo é traçado o cérebro tende a assimilar como uma atividade importante, assim, facilitando a compreensão.

2 – Evite o estresse

O estresse é um dos principais responsáveis por bloquear o aprendizado. Ele prejudica o desempenho do corpo e da mente e, obviamente, atrapalha os estudos.

Quando uma pessoa está muito estressada é comum à alta produção de cortisol, hormônio que impede o cérebro de absorver algum conteúdo. Imagine que, quando alguém está com o nível de estresse alto, fica quase impossível memorizar alguma coisa.

Portanto, antes de iniciar o período de estudos, certifique-se. Estresse e estudo não combinam, se você estiver estressado, vá dar uma volta, respire ou conte até dez.

Uma boa estratégia será deixar o estresse de lado é tomar um banho quente ou dormir um pouco. Pois, essas ações liberam dopamina, ótimo para combater o estresse.

3 – Estude com amigos

Estudar sozinho pode ser muito tedioso assim como ineficaz. Algumas pessoas possuem facilidade ao estudar sozinhas, enquanto outras preferem grupo de estudos.

Isso acontece porque cada estudante aprende de uma determinada forma. Então, chame os amigos e monte aquele grupo de estudos, em que todo mundo sairá ganhando.

Lembre-se: ao montar um grupo de estudos, certifique-se que todos estejam interessados e engajados porque, às vezes, uma pessoa que estiver com a mente em outro lugar pode prejudicar o grupo inteiro.

Sabemos que ninguém é de ferro! Depois do período de estudos, permita tirar um tempinho para bater um papo com a galera.

4 – Faça anotações

Passar para o papel tudo que aprendeu é uma estratégia que permite ao estudante transcrever, com as próprias palavras, todo o conhecimento obtido. Dessa forma, o estudante aprende melhor e memoriza o conteúdo estudado.

A tecnologia trouxe comodidade aos usuários de dispositivos móveis e diminuiu o uso do papel e caneta. Com efeito, tudo se tornou instantâneo, inclusive o aprendizado.

A escrita proporciona um melhor raciocínio e, com toda a certeza, pode preparar o estudante para possíveis redações, contidas nas principais provas e concursos.

5 – Persista

Faça da persistência a sua aliada na hora dos estudos. Por conta de um mal dia, algumas pessoas desistem dos estudos, esquecem e acabam deixando a prática de lado. Pois, a falta de persistência é o que mais dificulta a aprendizagem de milhares de estudantes.

Se você está prestes a desistir dos estudos, dê um passo atrás. Pense melhor e tente estudar, nem que seja por alguns minutos, todos os dias. Já ouviu falar que a prática leva a perfeição? Isso funciona perfeitamente para os estudos!

Desenvolva hábitos saudáveis de estudos. Aliás, criar e seguir hábitos estudantis fará com que o conteúdo estudado não seja esquecido.

6 – Faça exercícios físicos

Não entenda errado. Você não tem necessidade de virar um atleta profissional, mas conciliar exercícios físicos com os estudos pode melhorar bastante o seu rendimento.

Uma boa dica é escolher um horário durante o dia para caminhar, correr ou praticar musculação. Todavia, comece devagar, não vá se contundir na primeira semana!

Comece com uma caminhada de 10 a 40 minutos por dia. De tal forma que, isso será o suficiente para melhorar o funcionamento do seu corpo e cérebro.

Por certo, a prática de atividades físicas resultará em um bom desempenho durante os estudos.

7 – Estude em um lugar calmo

Mesmo que o lugar onde você mora seja uma bagunça, procure um lugar calmo para estudar. Além de silencioso, o local precisa estar organizado e confortável.

Tome cuidado ao ouvir alguma música durante o período de estudos, isso pode tomar sua atenção.

Se mesmo assim você não conseguir se concentrar nos estudos, procure algum outro lugar, como uma biblioteca, cafeteria ou até mesmo ao ar livre. Pois, o importante é se concentrar e absorver ao máximo o conteúdo estudado.

8 – Pratique

Depois de algumas horas de estudo, é importante que sejam desenvolvidas algumas atividades sobre a matéria estudada. A parte teórica é importante, mas praticar é uma ação fundamental.

Desenvolva perguntas que te façam refletir e buscar a resposta lá dentro tudo o que você aprendeu.  Ainda assim, pesquise por provas de concursos e vestibulares antigos e separe as questões que se encaixem com o estudo.

Resolver essas questões fará com que o seu conhecimento seja ampliado, além de permitir uma autoavaliação. Portanto, a partir do momento que perceber que está errando muitas questões é hora de reforçar os estudos naquela área.

9 – Ensine às pessoas

A melhor forma de saber se os estudos estão valendo a pena é ensinando outras pessoas. Isso não significa que você vai virar um mestre, mas te fará ter certeza de que aprendeu aquele conteúdo estudado.

Pode parecer difícil, tem toda aquela questão de vergonha e medo, mas tente começar por seus amigos. Ensinar uma pessoa conhecida vai te dar mais confiança e te fará perder a vergonha.

Desenvolva algumas miniaulas com todos os conhecimentos obtidos nos estudos. Escolha um tema bacana, ou aquele que você apresenta ter mais deficiência em aprender.

Essa atitude vai te ajudar, além de ajudar os seus amigos, que estarão aprendendo junto com você.

Por fim, se desejar, veja vários modelos de carta de apresentação aqui.

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